Nós usamos cookies
Este site usa cookies para aprimorar sua experiência de navegação.
29/08/2025
Por Rebeca Leite, Co-CEO da MOBS2
Durante muito tempo, inovação no transporte foi sinônimo de veículos modernos, sistemas embarcados sofisticados e aplicativos com interfaces atraentes. Mas nada disso, sozinho, garante resultados. Um ônibus novo ou um caminhão repleto de sensores não muda por conta própria a forma como é conduzido.
O verdadeiro ponto de virada começa com uma pergunta: como as pessoas estão se comportando ao dirigir?
Painel sobre IA, durante Seminário NTU 2025 (Divulgação)
Hoje, frotas acumulam GPS, câmeras e telemetria de alta precisão. Mas há uma enorme diferença entre coletar dados e transformá-los em inteligência. Dados apenas mostram o problema; não os resolvem. Sem intervenção rápida e personalizada, os mesmos erros se repetem, acumulando custos, riscos e desgastes.
A chave está em agir no momento certo: transformar cada ocorrência em oportunidade de aprendizado, oferecendo feedback imediato e adaptado ao comportamento do motorista. Quando a tecnologia é usada para gerar ação – e a ação para mudar comportamento –, os resultados aparecem: redução de até 75% nos acidentes graves, queda de mais de 60% nos eventos por quilômetro, economia de até 25% no consumo de combustível e ganhos claros em pontualidade, engajamento e satisfação de passageiros.
Esses resultados não vêm por acaso. São fruto de um método contínuo: observar, interpretar, intervir e medir novamente. No centro do transporte não estão as máquinas, estão as pessoas. É a decisão humana que define segurança, eficiência e qualidade da experiência.
A próxima revolução nos transportes será invisível aos olhos, mas sentida nos resultados: a revolução do comportamento. Unir tecnologia para enxergar e educação para agir é o caminho para transformar dados em ação, ação em aprendizado e aprendizado em resultados concretos.
Este site usa cookies para aprimorar sua experiência de navegação.