Transporte Urbano – Expectativas para 2021

ARTIGO TRANSPORTE URBANO EXPECTATIVAS 2021

(*) Francisco Christovam

O setor do transporte urbano de passageiros começa o ano de 2021 com uma certa dose de preocupação e de frustação. Mas, ao mesmo tempo, com uma grande esperança na construção de um ambiente de trabalho mais interessante e propício para todos os agentes envolvidos na produção desses serviços.

É público e notório que a pandemia deixou as empresas operadoras, principalmente aquelas que atuam em cidades de médio e grande portes, numa situação econômico-financeira extremamente delicada. Se ainda existe alguma dúvida sobre as dificuldades enfrentadas por essas empresas, certamente, isso deve ser debitado à ignorância, má-fé, interesses escusos ou absoluto desconhecimento da realidade do setor.

Depois de um enorme esforço feito pelas entidades de classe, que representam os órgãos de gestão e as empresas operadoras que militam nessa área, o Projeto de Lei 3364/2020, que busca garantir o repasse de recursos a Estados, Distrito Federal e Municípios, em caráter emergencial, no montante de R$ 4 bilhões, com o objetivo de assegurar a prestação do serviço de transporte público coletivo de passageiros e de reequilibrar os contratos impactados pelos efeitos da pandemia da Covid-19, foi aprovado pela Câmara Federal e pelo Senado, em agosto e novembro, do ano passado, respectivamente.

Entretanto, argumentos supostamente técnicos apresentados pelo Ministério da Economia levaram o Presidente da República a vetar, na íntegra, a proposta que previa o repasse de R$ 1,2 bilhão para os Estados e Distrito Federal e de R$ 2,8 bilhões para os Municípios, com população superior a 200 mil habitantes. Há um pedido de audiência com o Presidente em curso e o veto ainda pode ser derrubado pelo Congresso Nacional; mas, não será nada fácil reverter essa situação, pelas mais diversas razões de ordem técnica, institucional ou mesmo política.

Dessa forma, as empresas operadoras que estão conseguindo lidar com a crise provocada pela pandemia não devem contar com essa ajuda financeira a curto prazo; porém, devem continuar trabalhando com demandas reduzidas, pressões para a melhoria da qualidade dos serviços e para o cumprimento das exigências sanitárias, restrições tarifárias e orçamentárias e a assunção plena de todos os riscos inerentes ao desequilíbrio entre a oferta e a demanda de passageiros.

Infelizmente, essa é a dura realidade e o grande desafio a ser enfrentado pelas empresas responsáveis pelos deslocamentos da maioria da população das cidades brasileiras, independentemente do tamanho dos municípios, da qualidade dos serviços prestados ou da quantidade e dos motivos das viagens realizadas.

Mas, em paralelo, todos os municípios brasileiros iniciam o ano com novas administrações, sejam elas sob responsabilidade de novos prefeitos ou de prefeitos reeleitos. Nem é preciso lembrar que promessas e compromissos para melhorar o nível dos atendimentos e a qualidade dos serviços oferecidos à população foram feitos com o objetivo principal de angariar votos e, quase sempre, descolados da qualquer estudo técnico ou da preocupação com a exequibilidade das propostas apresentadas. De qualquer forma, na maioria das cidades, muito provavelmente, as novas administrações deverão criar condições propícias à negociação com as empresas operadoras, com vistas à continuidade da prestação dos serviços.

Embora, mais uma vez, as entidades de classe representativas do setor tenham se preocupado com a real situação dos transportes urbanos e produzido um alentado documento intitulado “Guia Eleições 2020 Como ter um transporte público eficiente, barato e com qualidade na sua cidade”, que poderá servir de orientação para a elaboração dos planos, programas e projetos de mobilidade, quase todos os novos prefeitos terão que enfrentar a difícil tarefa de reorganizar o transporte de passageiros de suas cidades, revendo a relação entre o poder público e as empresas operadoras, bem como renegociando os contratos de concessão, para garantir a prestação dos serviços, conforme as necessidades e as possibilidades de cada localidade.

Nas cidades onde as empresas não conseguiram superar as dificuldades financeiras e tiveram que interromper a operação e devolver os serviços ao poder concedente – de forma amigável ou não – é imprescindível que se façam estudos técnicos que possam embasar um processo licitatório, cujas características devem ser totalmente diferentes daquelas que vêm sendo praticadas, ao longo dos tempos.

Deve-se considerar que uma boa contratação é aquela que consegue atender, concomitantemente, os interesses do órgão contratante, das empresas operadoras e dos clientes, mais tradicionalmente chamados de usuários. O modelo convencional, onde o poder concedente fica apenas com as funções de contratação, fiscalização dos serviços e aplicação de multas pelo não cumprimento das obrigações contratuais, sem considerar todas as mudanças que aconteceram no setor, nos últimos dois ou três anos, está fadado ao insucesso.

É preciso entender, de uma vez por todas, que o transporte urbano de passageiros é um serviço público, essencial e estratégico, de responsabilidade do Estado, cujo objetivo principal deve ser o desenvolvimento humano e socioeconômico da sociedade, bem como a realização das atividades que garantam o funcionamento das cidades.  Em síntese, um dever do Estado que pode e deve contar com as empresas privadas para a sua execução; porém, sem tratá-lo como um negócio, a ser regido por leis de mercado e que pode operar num ambiente concorrencial e desregulamentado.

Nesse sentido, novamente, as entidades de classe que representam as empresas operadoras que atuam no setor já começam a discutir a necessidade de um novo marco legal que possa servir de referência para as novas contratações de serviços de transporte, que se fizerem necessárias ou convenientes.

É por demais sabido que o modelo atual de contratação desses serviços está visivelmente esgotado e carece de uma nova abordagem e regulamentação. Para tanto, à semelhança do que, recentemente, foi realizado na área do saneamento básico, o setor começa a discutir a necessidade de uma consolidação das leis que regem a matéria, ao mesmo tempo em que debate a criação de um marco referencial, para redefinir os papéis do poder concedente e dos prestadores de serviços, a nível nacional, e reorientar a forma de relacionamento entre os entes contratantes e as empresas operadoras, dentre outros aspectos.

Não é mais possível pensar em sistemas de transporte urbano sem a existência de um perfeito entrosamento entre os representantes do poder concedente e das empresas operadoras; sem a definição clara da quantidade e da qualidade dos serviços a serem prestados; sem novos modelos de contrato de concessão, baseados na produção e na qualidade da oferta e não na quantidade de serviços; sem novas fontes de recursos para os investimentos e para o custeio da operação; sem infraestrutura e condições operacionais adequadas; sem a participação dos clientes na definição dos atributos das viagens; sem sistemas de monitoramento e controle da operação da frota; e sem instrumentos adequados de comunicação com os clientes, com a sociedade e com os formadores de opinião.

Em resumo, se de um lado existe uma certa dose de decepção com o nível de preocupação de boa parte das autoridades com a situação econômico-financeira das empresas que atuam no setor e com a continuidade da prestação dos serviços; de outro, o início das novas administrações, a possibilidade do desenvolvimento de um novo ambiente de trabalho e a criação, a médio prazo, de um novo marco legal para os transportes urbanos de passageiros é, no mínimo, alvissareiro.

Assim, sem saber quando terminarão as restrições sociais, econômicas e sanitárias impostas pela pandemia do Covid-19, é preciso superar as adversidades suportadas no ano passado e renovar as esperanças por dias melhores em 2021!

_____________________________________________________________________________

(*) Francisco Christovam é assessor especial do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SPUrbanuss e, também, membro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo – FETPESP, da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, do Conselho Diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, da Confederação Nacional dos Transportes – CNT e dos Conselhos Deliberativo e Consultivo do Instituto de Engenharia.

Transporte coletivo não pode ser relacionado ao aumento de casos de Covid-19

Casos de Covid-19

Análise da NTU em 15 sistemas de transportes públicos por ônibus aponta que não há relação entre o número de passageiros transportados e a variação do número de casos de Covid-19

A crise deflagrada pelos casos de Covid-19 atingiu fortemente o setor de transporte público, que viu a sua demanda cair de forma vertiginosa. De repente, os coletivos viraram vilões a serem a serem evitados por grande parte da população.

Entretanto, segundo o estudo técnico Análise da Evolução das Viagens de Passageiros por Ônibus e dos Casos Confirmados da Covid-19, elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), não há evidências de que o aumento do número de passageiros transportados levou a um aumento do número de coronavírus.

Em primeiro lugar, o estudo avaliou os dados coletados do número de passageiros transportados em 15 sistemas de transportes públicos urbanos por ônibus no Brasil, responsáveis por 171 municípios, e a incidência de casos confirmados de Covid-19 nas mesmas cidades.

Sobre o estudo

Segundo a NTU, o levantamento teve como base a variação da demanda por transporte, calculada pela entidade, e os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) durante 17 semanas, entre as semanas epidemiológicas 14 e 30, de 29 de março a 25 de julho de 2020. No total, foram considerados 255 registros de informações dos sistemas de transporte público coletivo.

Foram analisados 15 sistemas de transportes: Belém-PA; Belo Horizonte-MG (municipal e intermunicipal metropolitano); Curitiba-PR; Curitiba (intermunicipal metropolitano); Fortaleza-CE; Goiânia-GO; Macapá-AP; Natal-RN; Porto Alegre-RS; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ (municipal e intermunicipal metropolitano); Vitória-ES e Teresina-PI. Juntos, esses sistemas respondem por 32,5% do total de viagens de passageiros realizadas em todos os 2.901 municípios brasileiros atendidos por sistemas organizados de transporte público por ônibus (IBGE, 2017).

O estudo foi feito comparando-se os casos confirmados de Covid-19 observados sete dias após a demanda transportada, considerando que, em caso de contaminação do passageiro durante a viagem, este seria o prazo médio entre a eventual infecção e a detecção da contaminação por testes. Não foi observada associação entre o número de passageiros transportados por ônibus e o aumento do número de casos.

O diagnóstico constatou que em algumas cidades, o aumento da demanda por transporte coincidiu com a redução do número de casos confirmados. Enquanto isso, em outras a redução do número de passageiros do transporte coletivo aconteceu simultaneamente com o aumento da incidência de casos.

Transporte coletivo é seguro

De acordo com o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha, os dados coletados revelam que o transporte público por ônibus urbano não pode ser apontado como responsável pelo aumento do número de casos, tendo em vista que não há uma relação entre uma coisa e outra. “Se motoristas, cobradores e passageiros tomarem as devidas precauções, o transporte coletivo será seguro e o risco baixo”, esclareceu o presidente.

Nesse sentido, Cunha afirma que a NTU vem orientando e acompanhando as ações de sanitização e higiene adotadas pelas empresas do setor desde o começo da pandemia. “As operadoras, em parceira com o poder público, estão realizando a limpeza dos ônibus seguindo os protocolos sanitários indicados pelo Ministério da Saúde”, completa.

Fonte: NTU

 

Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda

prorrogação do programa de renda

O decreto permite que a suspensão do contrato e a redução de salários e jornada se estendam por mais dois meses

O governo federal prorrogou por mais dois meses o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.  Nesse sentido, permite que empresas suspendam temporariamente contratos de trabalho e reduzam a jornada de trabalho e de salário de funcionários.

O decreto, que determinou a extensão do prazo, foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e publicado em edição extra no Diário Oficial da União de 24/08/2020 (veja a íntegra).

O programa foi anunciado em abril como medida para conter o aumento do desemprego diante da pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, prevê que o governo recomponha parte da renda dos funcionários por meio de um auxílio financeiro, depositado diretamente na conta dos trabalhadores.

Anteriormente, em julho, o governo fez a primeira prorrogação do programa, elevando o prazo para até quatro meses. Agora, os prazos máximos para celebrar acordo de redução proporcional da jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho ficam acrescidos de sessenta dias, de modo a completar o total de cento e oitenta dias, limitados à duração do estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º da Lei nº 14.020, de 2020.

PROGRAMA EMERGENCIAL DE MANUTENÇÃO DO EMPREGO E DA RENDA

 

Encaminhamento de ofício à Presidência da República

OFÍCIO À PRESIDÊNCIA

FETPESP, SETPESP e demais entidades do setor solicitam continuidade do programa de Preservação do Emprego e da Renda

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo – FETPESP e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo – SETPESP, em concomitância com as entidades congêneres do setor transportador de passageiros das Regiões Sul e Sudeste do país, encaminharam à Presidência da República ofício solicitando a adoção de medidas para a continuidade do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda relativo ao setor de transporte coletivo de passageiros.

A Lei nº 14.020, de 6 julho de 2020, publicada em 07/07/2020, instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. A Lei tem como medidas:

1 – O pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

2 – A redução proporcional de jornada de trabalho e de salário, de forma parcial ou na totalidade dos postos de trabalho, por até 90 dias.

3- A suspensão temporária do contrato de trabalho, de forma parcial ou na totalidade dos postos de trabalho, pelo prazo máximo de 60 dias, fracionável em dois períodos de até 30 dias.

A princípio, essas medidas permitiram que nosso setor pudesse manter o quadro de pessoal estável. Em contrapartida, com a possibilidade de término do Programa, esse novo cenário provocaria a demissão em massa dos trabalhadores.  Tendo em vista que a atividade transportadora de passageiros continua estagnada, ou seja, sem perspectivas de melhoria em curto período.

Aguardamos a manutenção do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) pelo Governo Federal.

Confira o Protocolo de recebimento do Ofício.

Protocolo de recebimento do Ofício
Protocolo de recebimento do Ofício

CNT lança painel com dados de empregos no setor de transporte

painel do emprego cnt

Ferramenta online utiliza números do Novo Caged e traz a evolução mensal do mercado de trabalho no setor

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou no dia 19 de agosto o Painel do Emprego no Transporte. A ferramenta traz a movimentação mensal no mercado de trabalho formal no setor. Além disso, utiliza os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, permite identificar o total de admissões e desligamentos e verificar o saldo de vagas por unidade da Federação, por região e por modal. Ainda mais, o sistema mostra quais as ocupações no setor tiveram o maior número de contratações e de dispensas.

Segundo o painel, no primeiro semestre de 2020, o setor de transporte acumulou perda de 56.584 vagas de emprego. Nesse período, os segmentos de transporte com pior desempenho foram o rodoviário urbano de passageiros, com menos 27.697 postos de trabalho. O rodoviário de passageiros (interestadual e internacional), tiveram 21.936 vagas fechadas.

Essa foi mais uma iniciativa da CNT para auxiliar os transportadores nas suas estratégias e decisões organizacionais, oferecendo informações confiáveis em uma plataforma de fácil acesso e consulta, explica o presidente da CNT, Vander Costa. “O painel funciona como uma espécie de termômetro do mercado de trabalho, pois permite identificar evoluções e tendências em cada segmento e no setor como um todo. Acreditamos que tais indicadores podem ajudar as empresas de transporte nos seus processos decisórios e no planejamento para os próximos meses.”

Acesse aqui o Painel do Emprego no Transporte  

 Fonte: Agência CNT Transporte Atual

FROTAS CONECTADAS 2020 – DE 18 20 DE AGOSTO

Frotas Conectadas

Evento gratuito e online vai debater soluções inovadoras em logística e transporte

De 18 a 20 de agosto será realizado o Frotas Conectadas 2020, considerado o maior evento da América Latina no segmento, que vai reunir mais de 50 renomados especialistas em torno de soluções inovadoras em logística e transportes. O evento, que visa propiciar ganhos de eficiência e competitividade ao setor, será gratuito e totalmente online.

Durante três dias os principais profissionais da indústria automobilística, de tecnologia, veículos autônomos, elétricos, blockchain, bitcoin, inovação e startups vão discutir importantes temas. Entre eles destacam-se: veículos conectados, autônomos, elétricos e compartilhados; disrupção no transporte; comportamento digital das empresas na crise do Covid 19: nova realidade e lições para o futuro; conectividade e a nova mobilidade sustentável; aceleração da digitalização e novas tecnologias no setor de transportes, entre outras.

O evento será realizado das 15 às 19h20 e as inscrições devem ser feitas clicando aqui https://bit.ly/30SF98B .

Participe do Frotas Conectadas 2020!

Programa Despoluir sob gestão da FETPESP intensifica suas atividades

Despoluir

Iniciativa que contribui há mais de dez anos para a melhoria da qualidade de vida nas cidades ganha reforço com três novas viaturas

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP), gestora no estado do Programa Ambiental do Transporte – Despoluir, segue firme em seu compromisso no controle de emissões atmosféricas. Adotando todas as recomendações dos órgãos de saúde que monitoram a pandemia, de modo a garantir a saúde e o bem-estar do seu corpo técnico e dos profissionais envolvidos no processo, não só mantém ativo o projeto como também ampliou a sua capacidade de atendimento com a chegada de três novas unidades móveis.

O Despoluir, oferecido gratuitamente às empresas operadoras de transporte coletivo, , há 13 anos vem mudando a realidade do transporte de passageiros no nosso Estado. É uma iniciativa abrangente da Confederação Nacional do Transporte – CNT, do Serviço Social do Transporte – SEST e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT. Visa não somente reduzir a emissão de poluentes da frota por meio da aferição, mas também aprimorar a gestão ambiental das empresas. Além de possibilitar uma mudança de comportamento dos agentes envolvidos na manutenção e operação dos veículos.

O seu objetivo é incentivar os transportadores a adotarem práticas ambientalmente responsáveis, de modo que se diminuam os impactos na natureza e na saúde pública, gerando, assim, melhor qualidade de vida para os trabalhadores do setor e a sociedade. Dessa forma, consolidou-se como um importante instrumento para a contenção das emissões veiculares no Estado e para a construção de um modelo sustentável de desenvolvimento.

Sobre o Despoluir

Dentre as diversas ações promovidas pelo Despoluir, destaca-se a Avaliação Veicular Ambiental.  Ela é feita por uma equipe técnica da FETPESP, que vai até a empresa com uma viatura móvel para aferir os ônibus. Para isso, são utilizados equipamentos como opacímetro, tacômetro, computador portátil e software personalizado. As avaliações são feitas com base na Resolução CONAMA nº 418/2009 e na Instrução Normativa IBAMA nº 6/2010.

A iniciativa visa não só à regularização ambiental da frota e à redução de poluentes no ar, como também à promoção de uma mudança de mentalidade dos profissionais do setor, conscientizando-os sobre a importância da manutenção preventiva, da necessidade da direção econômica, do uso racional de recursos naturais e da destinação adequada dos resíduos, com consequente melhoria da qualidade do ar e da vida.

Benefícios do Despoluir para o operador, para os profissionais e para a sociedade

A adesão ao programa gera uma série de benefícios, tendo em vista que possibilita a regularização ambiental da frota, bem como o uso racional do combustível, contribuindo assim para a redução dos custos da empresa. Além disso, propicia uma mudança de atitude dos profissionais, bem como a melhoria na imagem da empresa perante seus fornecedores, clientes e comunidades.

A empresa atenta a essa linha de ação e com seus veículos dentro dos padrões de emissão de poluentes recebe o Selo DESPOLUIR. Já aqueles veículos não aprovados recebem orientação técnica para a correta manutenção.

Além disso, em 2019, a FETPESP e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) assinaram um Protocolo de Intenções, com o objetivo de implementar o Programa para Melhoria da Manutenção de Veículos Diesel (PMMVD).  A iniciativa visa, por meio do Programa Despoluir, diminuir o número de veículos a diesel em más condições de manutenção e reduzir os níveis de emissão de poluentes atmosféricos.

Em função dessa parceria, os técnicos da própria FETPESP, cadastrados pela CETESB, estão habilitados a realizar as vistorias e podem emitir o chamado Relatório de Medição de Opacidade – RMO. As empresas que, eventualmente, tiverem multas pendentes poderão refazer o teste de opacidade de fumaça com as unidades móveis vinculadas à Federação e com o RMO em mãos, é possível obter um desconto de até 70% nos valores devidos.

A adesão ao Despoluir é gratuita para as empresas vinculadas à FETPESP.  Basta apenas que os interessados enviem um e-mail para ambiental@setpesp.org.br .

 

Mobifácil, conectando pessoas ao melhor jeito de viajar

MOBIFÁCIL

Venda de passagens de ônibus online e sem taxa, pela Mobifácil, facilita viagens em ônibus rodoviário


Vivemos a era da conexão, com o mundo ao alcance das nossas mãos em apenas um toque. Por isso, estamos conectados com tudo e com todos, a todo o momento. No transporte de passageiros não poderia ser diferente. O uso da tecnologia vem sendo um grande aliado de quem se utiliza dos ônibus para encurtar as distâncias. Sendo assim, viajar de forma fácil, com mais comodidade e sem complicações na compra da passagem e na hora do embarque. Essa é a proposta da plataforma digital Mobifácil, um canal de venda online de passagem de ônibus rodoviário, que oferece várias vantagens.

Dentre elas destacam-se:

. Aquisição da passagem online, pelo celular ou computador, sem sair de casa
. Sem taxa de conveniência, pagando o mesmo preço do guichê

. Pagamento com cartão de débito ou em 6x sem juros no cartão de crédito
. Cartão de embarque digital enviado no celular
. Embarque direto no ônibus sem precisar passar no guichê.

A Mobifácil tem mais de 700 destinos disponíveis com as empresas:  Breda, Empresa Cruz, Expresso Itamarati, Expresso Luxo, Expresso Maringá, Expresso União, Manoel Rodrigues, Pássaro Marron, Penha, Piracicabana e Princesa do Norte.

Pandemia impõe mudanças no transporte de passageiros

Pandemia impõe mudanças

Informe da CNT destaca que o setor foi fortemente abalado e teve que se adaptar

O segmento de transporte de passageiros foi duramente atingido com a pandemia do novo coronavírus. Com o fechamento de escolas e estabelecimentos comerciais não essenciais, o número de pessoas transportadas caiu drasticamente. Isso fez com que o setor tivesse que passar por inúmeras adaptações.

Entretanto, segundo o informe Transporte em Movimento, publicado no dia 31 de julho, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), nem todas mudanças podem ser negativas. O que se observa é o surgimento ou a aceleração de novas tecnologias e tendências. Juntas conduzem ao desenvolvimento de um transporte mais resiliente e de um ambiente mais colaborativo entre transportadores e sociedade. Iniciativas que forem positivas devem ser mantidas após a crise, impulsionando a eficiência do setor e preparando-o para eventuais ocorrências futuras.

Parcerias com empresas de tecnologias e aplicativos

O documento destaca que, no longo prazo, o abandono do transporte público não é uma alternativa viável, seja sob o ponto de vista urbanístico, social ou ambiental. Assim, alguns órgãos reguladores e operadores já têm buscado formas de adaptar o transporte público à nova realidade imposta por esse vírus.

Segundo o levantamento, um dos movimentos verificados para a preparação do setor para o retorno à utilização do transporte coletivo com uma maior intensidade é a realização de parcerias com empresas de tecnologia e de aplicativos.

Medidas como o fornecimento de informações precisas do horário de chegada e partida dos ônibus evitando, assim, esperas e aglomerações desnecessárias nos terminais, bem como aplicativos que permitam a reserva de lugar no veículo, são alternativas simples para melhoria das condições do transporte público, aponta o informe.

A análise enfatiza que a disponibilização de informações em tempo real aos usuários é um dos principais legados que a pandemia pode deixar e que irá revolucionar a mobilidade urbana. E nesse novo cenário, a integração entre os sistemas e as diversas formas de se locomover é fundamental para a eficiência do setor.

Na avaliação do presidente da CNT, Vander Costa, “este é o momento para aproveitarmos aquilo que foi positivo e garantir que esse ‘novo normal’ seja marcado por um sistema de transporte de qualidade, eficiente e adequado às realidades locais e por uma logística ágil e confiável. Tudo isso se reflete em ganhos para a economia e, consequentemente, para a sociedade.”

 

Acesse o novo Transporte em Movimento em

https://cdn.cnt.org.br/diretorioVirtualPrd/eb016218-7d9d-44c9-9bfe-f0bb9c5270f5.pdf

Fonte: Agência CNT